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Sobre o Blog

A ideia é simples: duas mentes com pontos de vista diferentes sobre cotidiano. Dificilmente concordando com a opinião massificada, até porque, a unanimidade é burra e toda mentira tem lá sua verdade.

Só se fala em bunda...

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Todo cronista que se preze já escreveu sobre bunda. Luís Fernando Veríssimo queria uma mulher com a bunda na frente e os seios nas costas para as danças de baile ficarem perfeitas. Já o Arnaldo Jabor, quem diria, escreveu sobre a chatice que são as mulheres de bunda dura. Não comem, não bebem não te dão atenção, só para a bunda. Ironicamente, eu tive uma professora de redação bem provida da abundância. A coitada tinha o apelido de Dino da Silva Sauro. Aquilo não era bunda, era extensão territorial. Mas não é desse tipo de bunda que eu estou falando, falo daquela bem feitinha, nem grande, nem pequena, nem dura de gelatina. Uma bunda brasileira! O Mário Prata, sabiamente disse que a diferença entre a Playboy americana e a Playboy brasileira não é necessariamente a língua, mas a bunda! Eles são mais chegados na abundância de melões. Nós temos a Mulher Melancia.

E tem mais! Em inglês, para salvar sua vida você diz Save your ass, "tirar o seu da reta" na tradução literal. Aqui nós salvamos nossa cara, vai entender... Para salvar a sua vida em inglês só mesmo tendo cara de bunda. Não sei se tomo isso com ofensa ou como elogio.

Outro dia eu estive em Buenos Aires para entrevistar um figurão da Petrobras. No fim da entrevista ele falava sobre as mulheres portenhas. Lindas. Na sua melhor definição, MA-RA-VI-LHO-SAS! Mas sem bunda, pode procurar que não tem - dizia ele. Veja só como as coisas são: um cara bem posto como esse falando de bunda. Pra mostrar que a bunda não escolhe classe social, só etnia. As desbundadas das japonesas que o digam, essas, defintivamente, não nasceram com a bunda virada para lua. Coitadas, além dentes tortos e com curvas dignas de um sprint final de uma corrida de dragster, não têm bunda! Até nisso as brasileiras são melhores. Nossas japetas têm curvas e dentes bonitos. E pasmem: algumas têm bunda... e como!

Tudo começa com uma bunda. Começa com você olhando uma bunda passar. Penha-Lapa-Penha-Lapa e lá está o infeliz babando. E no primeiro vacilo, ela logo te dá um pé na bunda. A vida é assim, você pode não saber onde terminam as costas nem onde começam as pernas, mas bunda sempre vai estar lá...

Safado, sem vergonha

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Voltemos, com muita água, transito e transtorno!

Vida de postar em blog não é fácil, precisamos dividir o tempo de trabalho, com o de vadiagem. E sejamos sinceros, isso é muito difícil (Ainda mais para fazer textos curtos)!

Aconteceu tanta coisa nesse meio tempo, que fica complicado comentar tudo, de uma vez só. Pensei em falar sobre a visita do presidente do Irã, pensei em comentar sobre o Prêmio Nobel do Nego (no bom sentido da palavra) Obama, mas achei cabível falar sobre o nobre padrasto que usou uma criança, de 2 anos, como boneco de voodo, para atingir a mãe do garoto!

Sejamos sinceros, se quer fazer porra de magia, que faça consigo mesmo. Na minha época, fazia magia com bode, cartas, foto na boca de sapo, mas não com criança!
O camarada foi tão ousado (ousadia diferente das meninas da banda Cine), que em entrevista pra galerê da Globo, disse com detalhes como fez a sacanagem!

“Eu colocava um pouquinho de vinho mais forte, colocava água e dava para o menino. O menino bebia e desmaiava. Aí eu colocava as agulhas. Era pra atingir a mãe do menino”, confessou o meliante.

Deixo de lado minha imparcialidade de jornalista (se é que isso existe), e confesso que fiquei feliz em saber que esse rapaz receberá a devida recepção na detenção. Longe de mim desejar o mal para alguém, mas, nesse caso, espero que ele fique com a aparência próxima ao Fudêncio, afinal de contas, quem gosta de agulhar, gosta de prego também.

Agora ele precisará esquecer o ziriguidum e o bate lata do terrero de umbanda e aprender a cantar o refrão de uma clássica da Tati Quebra Barraco: "tá ardendo assopra, tá ardendo assopra".